Citando alguém que eu conheço, da forma mais irónica possível de imaginar:
“(…) Portugal… o país dos senhores doutores, engenheiros, arquitectos… essas classes trabalhadoras, que muito enriquecessem este país (…)”.
Dizia ele isto ao se apresentar como o humilde João, que apenas pretendia que fosse respeitado pelo que ele era e não pelo título, como é bastante frequente neste pequeno país, demonstrando uma clara desnecessidade em se afirmar pessoalmente perante os outros.
Pegando neste exemplo, questionei-me:
“Porque raio os médicos andam sempre vestidos com a bata nas entrevistas para a televisão e com o estetoscópio ao pescoço, sendo que ao usarem as batas fora do ambiente hospitalar estão a introduzir agentes externos no meio, ao regressar ao hospital?
E o estetoscópio… por que raio o usam ao pescoço se, na maior parte dos dias, são capazes de nem o usar para auscultar alguém?”
Na minha opinião é, óbviamente, uma paneleirice para se evidenciarem como médicos.
Este é apenas um dos muitos exemplos que podemos arranjar por aí…
Será que os músicos deste (pequeno!) Portugal têm que andar com os instrumentos às costas para que as pessoas possam dizer:
“- Olha vai ali o Rui Veloso!
- Se não fosse pela guitarra quase que o confundia com um trolha…”
Ou o Luis Figo, sem uma bola debaixo do braço nem parece ele.
E os veterinários, no meio disto tudo usam o quê ao pescoço? Um osso? Uma gaiola?
Já dizia o Jorge Palma:
” (…) Ai Portugal, Portugal, do que é que estás à espera? (…)”
Eu cá acho que é de mais doutores, engenheiros, arquitectos…