Não, não vos vou falar do livro de Adriano Ribeiro.
Para quem ainda não se tenha apercebido, a minha terra natal é Sesimbra. Uma bonita vila à beira-mar que é uma espécie de bissectriz entre Lisboa e Setúbal.
Hoje vou falar-vos de Sesimbra. Não da vila em si mas, com o que se passa com a sua sociedade.
Durante este período em que não escrevi nada aqui no blog, não porque não quisesse mas porque pura e simplesmente não tive tempo, algumas coisas aconteceram.
Pegando por algum lado, começo por dizer que surgiu o blog “O Calhandro de Sesimbra”, cuja finalidade até ao momento tem sido uma espécie de “Noite da má língua”, um sitio onde o anonimato reina e toda a gente diz mal da sua própria terra, sem que ao menos faça algo para contrariar ou corrigir o que de mal dizem existir.
Não estou com isto a dizer que tudo o que é escrito lá é mentira ou vice-versa. Contudo, era de bom tom primeiro fazer e depois então criticar. Enfim, cada um age de acordo com os seus valores morais e num curtíssimo período de tempo este blog já é dos mais vistos na net, sobre Sesimbra.
Curiosamente, sei de muita gente que fica arreliada com o que é dito no blog, não por ser verdade ou mentira o que lá é escrito mas, porque foi criada uma religião de mal maledicência de tal modo que, em certos comentários, chega a parecer um placard de baboseiras.
Francamente, a mim o blog não me aquece nem me arrefece. É mais um, tal como o meu.
Mudando de assunto e, note-se que não tenho nada contra o autor do blog do parágrafo anterior pois, caso contrário, tinha eliminado o comentário no meu tópico anterior, há outra coisa na minha terra que me faz confusão.
Para quê tantas festas?
E para quê tantas festas ao mesmo tempo, no mesmo dia?
Para quê?
Atendendo ao dinheiro que é gasto em artistas, associações, funcionários, recintos, energia (nas suas mais varias formas) e às carências existentes no concelho, não seria preferível fazer metade das festas e dar resposta ao resto?
Com tanta festa ao mesmo tempo, as pessoas até ficam confusas e, na pior das hipóteses, se os eventos forem todos maus (o que não era a primeira vez) para onde é que as pessoas que nos visitam fogem? Para casa?
É pior a emenda que o soneto… alguém devia pensar nisto mas, pronto é o que temos…
Mas, ainda assim, o que me faz confusão mesmo, mesmo é outra coisa.
O que me faz confusão é uma coisa mais hilariante que imaginar as vozes dos deputados na Assembleia da República cheia de hélio, num debate bem aceso!
O que me faz confusão é a representação do STAL na minha terra.
Quem me conhece, sabe bem a minha paixão pelos sindicatos pois, eles existem porque fazem falta mas nunca resolvem nada. Se duvidas há, pense-se na greve dos camionistas… mas não é sobre isso que quero falar portanto, adiante.
O STAL… ai o STAL…
STAL quer dizer Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local.
Como em qualquer sindicato que se preze, os seus membros estão sujeitos a uma quotização para verem os seus direitos defendidos.
E é exactamente neste ponto que me faz confusão e, nem quero saber dos estatutos para nada para não agravar ainda mais a minha opinião.
Se existem quotizações, se um membro do STAL pode ter um seguro automóvel mais barato, por exemplo, porque raio são as viaturas da Câmara Municipal a levá-los às manifestações?
Será que o seguro das viaturas é pago pelo sindicato?
Será que foi o sindicato que foi eleito?
Será que o motorista é do sindicato e se se recusar a levá-los é expulso?
Será que ir a uma manifestação é como uma escola ir a uma visita de estudo?
Não, não pode ser. Para as escolas não há viaturas disponíveis!
Acho que já sei, ir a uma manifestação é como ir a Fátima em peregrinação. Só pode!
Francamente, levar um veiculo autárquico a uma manifestação sindical só pode ser por um motivo:
BURRICE!
Sabendo eu que a autoria da cedência de transportes é politica, só se pode dizer que há políticos mesmo burros.
Ora vejamos porquê:
Se se perder dois minutos no Youtube e se procurar-mos pelo Tratado de Lisboa, no video dos Homens da Luta (Dá-lhe Falâncio!) desse dia pode bem ver-se snippers nos telhados.
Se há snippers há câmaras de vigilância.
Se há vigilância há controlo de acessos.
Se há controlo de acessos e entra um veiculo com um simbolo autárquico… é mau!
Ainda por cima sendo o governo PS, a autarquia PCP e o PSD da Manuela Ferreira Leite, pode sair-nos o Jackpot!
O Jerónimo de Sousa vai ganhar as Legislativas!
Sim! É claro que estava a gozar!
O Jackpot é uma coisa simples assim do tipo:
“ah… foste protestar com os sindicatos e queres mais e melhor financiamento? É que é já a seguir!”
Enfim…
Um professor que tive numa cadeira de física disse uma vez uma frase que nunca mais esqueci:
“Não tenham medo de serem burros!”
Ele quando disse isto estava a incentivar a aprendizagem em todos nós, é claro que há sempre gente que se dá ao luxo de cumprir as coisas à letra.
Será que há mais alguém a levar aquela frase à letra?
“Já agora, vale a pena pensar nisto.”