Tenho andado tão ocupado nestes últimos tempos que não tenho tido tempo para nada.
Hoje decidi que depois de jantar não fazia absolutamente nada.
“Tirei a noite para descontrair” - pensei eu.
Pus um download a correr e fui navegar na internet mas, rápidamente me fartei.
Olhei para o tempo restante do download e faltava ainda mais de uma hora.
Fui buscar o mp3, pus os headphones nos ouvidos e fiquei aqui sentado na secretária a ouvir música, em frente ao pc, a ver os minutos a passar.
“Isso é estúpido!” pode pensar o leitor.
É… é realmente estúpido estar em frente ao pc a ouvir músicas directamente de um mp3, a gastar bateria, quando o pc já está ligado e podia ligar os headphones no mesmo… e até tinha mais músicas para ouvir!
Mas não, é como eu me sinto bem.
É como estar em dois mundos ao mesmo tempo, com a vantagem de me fartar de um e continuar no outro.
Na práctica desligo o pc e fico com a música… e acredite que sabe muito bem quando o faço!
Deixando a filosofia de lado, enquanto estava aqui sentado a ver passar o tempo pensei em mil e uma coisas, sendo que uma delas me fixou particularmente o pensamento.
Fez um ano que um amigo meu teve um aneurisma e ficou com graves sequelas.
Na altura em que soube que ele já estava em casa (e soube do infeliz acontecimento também) achei-me no direito de escrever sobre o assunto no meu blog, não neste mas no “original” que pode ainda ser consultado pelos links disponiveis numa dessas caixinhas à direita.
Entretanto, já devem ter passado, pelo menos, dois meses desde que falei com o meu amigo pela última vez.
E foi tudo o que envolve este caso que me fixou o pensamento.
Toda a gente passa o dia-a-dia preocupada com tudo o que tem para fazer, sempre em correrias, aventuras e desventuras quando, de um momento para o outro não somos em nada diferentes das bolas de sabão.
Num momento somos tudo, podendo até ser quase perfeitos, e de um momento para o outro *puff*… não somos nada!
Num momento somos tudo e no momento seguinte já fomos… tão complexos e tão simples.
Diz quem ultrapassa um grave problema que, depois do infortúnio, passa a apreciar tudo de uma perspectiva melhor. Eu acredito piamente que sim!
Acho que tenho que repensar o meu dia-a-dia no interior da minha cabeça senão, coisas belas do quotidiano irão passar-me ao lado certamente…
Amigo, espero que esteja tudo bem contigo e que a recuperação esteja a correr bem.
É quando estamos em baixo que os amigos nos fazem falta e comigo sabes que podes sempre contar!
Estarei sempre aqui para te apoiar!
Força nisso!
Um abraço!
Deixo aqui uma música dos Clã, a qual eu gosto muito e que exprime o que sinto neste momento.
Clã – Loja de Porcelanas